Logo depois que nos perguntamos lagartixando no sofá, por que o amor acaba? Sempre entre um silêncio e o outro se pode descobrir a força do fim, da morte – de algo, de nós, das horas – sempre, se pode esboçar um pouco do desentendimento ou do alheamento em relação a algo tão óbvio. É o mistério ou somos nós, tão estúpidos para compreender algo tão simples e claro. Nada foi a resposta. A resposta foi um carinho no ombro de um, um alisar nas coxas do outro.
A resposta foi um olhar cúmplice de nada acontecerá entre nós nesse sentido. Mas a fragilidade desse um minuto é tão imensa, que se arrebenta em mil. Na tarde passa uma sombra sobre nossos lábios, que nos tinge de lilás e uma certeza incerteza na certeza de que acabamos nós, mas acaba o nosso-amor? Porque não é qualquer um. Ou é? No canto do lábio tingida a incerteza, na ponta da pálpebra, perto da união com o cílio... A dúvida do amor. Até as tulipas morrem! Até as flores, diz uma menininha com voz de passarinho. A eterna incerteza que é a própria existência e nós. E a tarde que passa devagar e nítida. Tão nítida! E lentamente chega a noite, escondida na claridade às nove horas através da janela.
É Tánatos o filho de Nix, a noite. Somos nós filhos vivos da incerteza da vida e certeza da morte, seja ela do corpo, ou do amor ou de todo o resto. Morte das horas, da poesia e da sublimidade. Sim somos também irmãos gêmeos de uma figura translúcida como Hipnos. Nós somos sonâmbulos e vulcânicos nesse mistério certeiro. Essa sombra que paira sobre nós é a mesma Mors romana. É como a mitologia eterna entranhada em nosso ventre. Estamos grávidos. Da incerteza e da absoluta universalidade dos temas e dos medos. (Mas não esquecemos Éter, o dia. Que vai esmorecendo e chegando como fênix amanhã.). E não conta outra lenda que entre os ovos do pássaro negro chamado Nix, a nossa noite, surgiu um de casca prateada e nasceu Eros? Ou através dele veio Fanes, a luz, de dentro do ovo preto, dessa mesma dúvida, do caos. Sim, a tarde tornou-se noite, a noite tingiu os lábios e o vinho ou baco e seu siamês grego Dionísio trouxe a mitologia e schluß, ponto final. Só ficou o amor, mil fins e o mesmo mistério de antes – contudo quem quer respostas?









Maria Rita fez um lindo balé de graça e magia musical. Fiquei de fato emocionada com aquele balançado suave. A mulher de linda voz, brincava no palco mirado por milhares de íris atentas... Bocas cantavam e a minha também. Celulares discaram pra lá, a fim de transmitir por ondas sonoras às vozes que cantavam uma chuva santa e lá estava a santa chuva, gravadas em uma caixa postal, que quem sabe talvez mais tarde seja libertada e tenha como sua nova morada, o ouvido daquele , que não foi, mas estava lá...


Depois chega a vez do ruivinho Nando Reis, o moço já sente-se em casa cantando em Pernambuco e fez como sempre um belíssimo show botando todos os fãs pra cantar os seus sucessos sem exceção e o mais inacreditável foi, que dessa vez ele não se comportou como no Golf Clube ( Show com Vanessa da Mata) não deu xilique com os abraços de uma fã que inesperadamante subia ao palco. Ele até abriu um belo sorriso!! Huuuuuuuuu o que será???
